SAN ANTONIO SPURS
62V e 20D – Perderam na final com os New York Knicks (1-4)
5 inicial projetado – De´Aaron Fox – Stephon Castle – Devin Vassell – Tobias Harris e Victor Wembanyama
Treinador: Mitch Johnson (3ª época)
Estrela – Victor Wembanyama (25.0PPJ 11.5RPJ 3.1APJ em 25/26)
Aos 22 anos, o Alien já levou os Spurs à final da NBA. Victor Wembanyama tem justificado o título de jogador geracional, e à entrada para a 4ª temporada na liga norte-americana de basquetebol, as expectativas são as melhores. As lições, e alguns erros em momentos decisivos, vão certamente ajudar Wemby a subir o nível na época que se avizinha. O próximo desafio do gigante francês passa por vencer o título pelo conjunto texano, e quem sabe juntar-lhe o título de MVP. E para aqueles que acreditam que Wembanyama se pode tornar o melhor jogador de sempre, a conquista desses títulos será apenas o passo natural numa carreira que segue em sentido ascendente.
A dúvida – De´Aaron Fox (18.6PPJ 3.8RPJ 6.2APJ em 25/26)
Foi o jogador mais criticado no percurso dos Spurs em playoff, e cada vez mais é apontado como o jogador a ser trocado na equipa de San Antonio. A lesão num pé certamente não ajudou ao desempenho de Fox, e agora, justa ou injustamente, o base parece ter uma última oportunidade para provar que é a peça certa no puzzle dos jovens Spurs. As fracas percentagens de lançamento e o “desaparecimento do gene clutch” nos playoffs, ou seja, a capacidade de ser letal nos momentos decisivos, deixaram muitas nuvens a pairar sobre Fox. Será que o antigo base dos Kings vai conseguir apresentar a melhor versão em 26/27? Os fãs dos Spurs esperam que sim, até porque Fox tem um contrato pesado, nada fácil de ser negociado para outra equipa.
Muitos não acreditavam que a ascensão dos jovens San Antonio Spurs fosse tão rápida e acima de tudo tão sólida. O jovem núcleo composto por Wembanyama, Vassell, Castle e Harper já mostrou grande maturidade, e só não teve capacidade para derrotar os Knicks na final, isto apesar dos Spurs terem estado na frente e com vantagens largas nos últimos jogos da temporada. Talvez por isso a contratação de Tobias Harris faça todo o sentido - Um jogador veterano, bom defensor, e capaz de aceitar com facilidade um papel secundário no ataque. Com a evolução natural dos jogadores e do próprio treinador, Mitch Johnson, o céu parece ser o limite para os Spurs. Mas a conferência Oeste promete não ser meiga perante uma equipa que já é um dos alvos a abater na Liga.
HOUSTON ROCKETS
52V e 30D – Eliminados na 1ª ronda pelos LA Lakers (2-4)
5 inicial projetado – Fred Van Vleet – Amen Thompson – Kevin Durant – Jabari Smith Jr e Alperen Sengun
Treinador: Ime Udoka (4ª época)
Estrela – Kevin Durant (26.0PPJ 5.5RPJ 4.8APJ em 25/26)
KD chegou a Houston no início da última época, numa troca que levou Jalen Green e Dillon Brooks para Phoenix. A aposta parecia totalmente acertada – Um veterano e um dos melhores marcadores de sempre da NBA, capaz de resolver qualquer jogo. Kevin Durant oferecia aos Rockets tudo aquilo que eles precisavam. Se é verdade que as lesões de Van Vleet e de Steven Adams em nada ajudaram, não será menos verdade que o ruído causado pelas supostas contas falsas, que teriam por trás Kevin Durant, terá prejudicado bastante o ambiente em torno da equipa.
Para 26/27 os Rockets só precisam do rendimento de KD, e dispensam todo o drama de 25/26.
A dúvida – Alperen Sengun (20.4PPJ 8.9RPJ 6.2APJ em 25/26)
O poste turco foi e é uma aposta forte dos responsáveis de Houston. Com apenas 24 anos, Sengun marcou presença no All star em 2026, mas as exibições algo intermitentes na época regular e mais ainda nos playoffs, fizeram soar alguns alarmes. O turco foi um dos alvos das contas falsas do X. Em 26/27, e com os Rockets a 100%, é esperado que Alperen Sengun mostre evolução e que seja mais consistente noite após noite, sobretudo quando chegar o momento decisivo da temporada. Estará Sengun à altura do desafio?
Depois de uma saída precoce nos playoffs, os Houston Rockets esperam agora explanar todo o potencial que lhes é reconhecido. Os regressos de Fred Van Vleet e de Steven Adams, bem como a contratação do veterano Marcus Smart, dão à formação texana todas as possibilidades de sucesso na próxima temporada. O plantel oferece várias soluções a Ime Udoka, que terá como grande desafio aprimorar a química que algures se perdeu na temporada passada.
Apesar das ausências, a eliminação frente a uns Lakers sem Doncic levantou muitas dúvidas em relação ao grupo de jogadores de Houston. A falta de fluídez no ataque foi o maior problema da equipa, ao qual não terá sido alheia a ausência de um verdadeiro base.
Caso os Rockets consigam formar uma verdadeira equipa, então será caso para dizer “Houston will be a problem”.
NEW ORLEANS PELICANS
26V e 56 D – Fora dos playoffs
5 inicial projetado – Dejounte Murray – Trey Murphy III – Herbert Jones – Zion Williamson e Derik Queen
Treinador: Jamahl Mosley (1ª época)
Estrela – Zion Williamson (21.0PPJ 5.7RPJ 3.2APJ em 25/26)
Os 62 jogos jogados por Zion Williamson na temporada passada, era a melhor notícia que os responsáveis dos Pelicans poderiam ter. Com apenas 26 anos, Zion vai muito a tempo de ser o jogador que muitos acreditaram que a escolha número 1 do Draft de 2019 poderia ser. Só em 23/24 Zion jogou mais vezes (70 jogos). Curiosamente foi também em 25/26 que o extremo poste dos Pelicans tentou menos vezes o lançamento de 3 pontos. A inversão dessa tendência pode ser importante no futuro próximo de Zion, de forma a que possa depender menos da capacidade física e dos sucessivos ataques ao cesto que resultam num grande desgaste físico para um jogador bastante massacrado por lesões.
A dúvida – Dejounte Murray (16.7PPJ 5.4RPJ 6.4APJ em 25/26)
Além da saúde de Zion, a outra grande notícia para os Pelicans seria o regresso da melhor versão de Dejounte Murray. O base regressou no final da temporada passada, e mostrou alguma “ferrugem”, natural depois de mais uma longa ausência. Nas últimas duas épocas, Murray fez apenas 45 jogos (importante recordar que falhou a época 18/19, ainda nos Spurs, também por lesão grave). Teremos o melhor Dejounte Murray? Se a resposta for positiva, a formação de Nova Orleães pode aproximar-se dos lugares de play-in.
Será desta que Zion Williamson chega aos playoffs? Este podia ser o título para a próxima época dos New Orleans Pelicans. A organização tem sido umas das mais azaradas nos últimos anos, com lesões sucessivas que adiam o potencial de uma equipa que parece valer muito mais do que aquilo que tem produzido.
A contratação de Jamahl Mosley parece ser um passo na direção certa, depois do excelente trabalho ao serviço dos Orlando Magic (apesar da saída sem grande glória no final da época passada). Os regressos de Zion e Dejounte Murray, a permanência de Herb Jones, Trey Murphy III, Saddiq Bey e Jordan Poole, e o natural desenvolvimento de Derik Queen e Jeremiah Fears, dão algumas garantias aos Pelicans. Com alguma surpresa chegou também o irreverente Benedict Mathurin, que traz pontos e acrescenta qualidade e profundidade ao conjunto de New Orleans. Sem lesões significativas, os Pelicans vão ser uma equipa difícil de bater.
DALLAS MAVERICKS
26V e 56D – Fora dos playoffs
5 inicial projetado – Kyrie Irving – Max Christie – Cooper Flagg – PJ Washington e Dereck Lively II
Treinador: Dusty May (1ª época)
Estrela – Cooper Flagg (21.0PPJ 6.7RPJ 4.5APJ em 25/26)
Com total naturalidade, Cooper Flagg foi eleito o Rookie do Ano em 25/26. E apesar da permanência de Kyrie Irving em Dallas, também não restam grandes dúvidas sobre quem vai ser a grande figura dos Mavericks nas próximas temporadas. Importa recordar que Flagg tem apenas 19 anos, ou seja, ainda há muito para melhorar na nova coqueluche de Dallas. E quando falamos de evolução, é quase impossível não apontar à percentagem de lançamentos de 3 pontos. Os 29.5% da época de estreia não devem sossegar o novo staff dos texanos, e o desafio imediato passa por subir a eficácia dos lançamentos longos.
A dúvida – Kyrie Irving (24.7PPJ 4.8RPJ 4.6APJ em 24/25)
Em condições normais, Kyrie será um parceiro de luxo para Cooper Flagg. No entanto há duas dúvidas que precisam de ser esclarecidas em 26/27: Será que os responsáveis dos Mavericks querem manter Kyrie, ou preferem encontrar um retorno que lhes permita olhar para o futuro a longo prazo dos Mavs com outra confiança?
Se a ideia é manter Kyrie, que versão teremos do Uncle Drew? Os 34 anos e a ausência em 25/26 levantam dúvidas legítímas sobre o rendimento futuro de Kyrie. Uma troca durante a próxima época estará longe de ser uma surpresa.
Depois do abalo causado pela troca de Luka Doncic, e de uma época de ressaca, os Mavericks parecem finalmente prontos para abraçar o futuro. As excelentes indicações de Cooper Flagg no ano de estreia reforçam esse sentimento. A troca de treinador parece ter sido a movimentação que faltava para se respirar um ar diferente em Dallas.
A chegada de Dusty May, campeão da NCAA em 2026 pela Universidade de Michigan, suscita grande curiosidade e expectativa. Nem sempre o salto da NCAA para a NBA é bem sucedido, mas para já há confiança em Dallas.
Com as novas regras anti tanking, os Mavericks têm armas e motivação para vencer jogos. Além de Irving e Flagg, ficaram no plantel Daniel Gafford, Dereck Lively II, PJ Washington, Naji Marshall e Max Christie. Chegaram ainda Zaccharie Risacher, e os espanhóis Santi Aldama e Sergio de Larrea, que se estreia na NBA.
MEMPHIS GRIZZLIES
25V e 57D – Fora dos Playoffs
5 inicial projetado – Scotty Pippen Jr – Cedric Coward – Jerami Grant – Cameron Boozer e Zach Edey
Treinador: Tuomas Iilsalo (3ª época)
Estrela – Cameron Boozer (22.5PPJ 10.2RPJ 4.1APJ em 25/26 na NCCA – Universidade Duke)
É sobre a escolha número 3 do Draft que recaem as esperanças dos adeptos dos Grizzlies. As estatísticas da época passada, ao serviço da reputada Universidade de Duke, deixam antever que apesar dos 19 anos, Cam Boozer (filho de Carlos Boozer, antigo jogador da NBA), parece pronto para chegar e pegar de estaca em Memphis. A versatilidade será a maior arma de Boozer. Capaz de lançar de 3 com percentagens elevadas, Cam Boozer destaca-se também pela inteligência (o famoso QI basquetebolístico) e pela capacidade de passe.
A dúvida – Zach Edey (13.6PPJ 11.1RPJ 1.1APJ em 25/26)
A primeira época de Zach Edey foi de bom nível, mas quando se esperava a afirmação plena do poste canadiano de 2.21m, um problema no tornozelo fez com que jogasse apenas 11 jogos em 25/26. Edey já disse que se sente muito bem e que está muito focado em manter-se saudável. Caso esteja bem, Zach Edey será o poste titular dos Grizzlies. Será o gigante canadiano o poste do futuro da formação de Memphis? Ou estará talhado para ser um poste de rotação?
A saída de Ja Morant foi a última de uma série de movimentações que encerraram um capítulo que chegou a prometer muito mas que acabou com muito pouca glória em Memphis. Tuomas Iilsalo mantém-se como treinador, e terá agora a responsabilidade de moldar os novos Grizzlies. Cam Boozer, e as boas indicações dadas na temporada passada por Cedric Coward, são para já os principais motivos para os fãs dos Grizzlies terem alguma esperança. Chegaram dois jogadores experientes, Jerami Grant e Isaiah Stewart, o que parece insuficiente para que a equipa sobreviva com nota positiva no Oeste.
O Grit and Grind de Memphis está em reconstrução, e Tuomas Iilsalo tem muito trabalho pela frente até que os Grizzlies voltem a impor respeito.


