Reviravolta épica mantém sonho europeu vivo

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Na estreia de João Nuno, o Torreense venceu o Ararat por 3-2, já no período de compensação.

Uma montanha-russa de emoções foi o que se viveu em Leiria. Antes de tudo o resto, Jorge Aguirre foi de herói a vilão. Depois de ter dado a vantagem ao Torreense, logo aos 13 minutos, o avançado cubano acabou por ser autor de um lance que mudou o rumo do encontro, ao ser expulso (23').

Na perseguição a Balanta, o ponta de lança que já passou pelo Gil Vicente, pisou a parte posterior da perna do médio adversário. O VAR não teve dúvidas e chamou o juiz da partida. Apesar desse infortúnio, os comandados de João Nuno pareciam não ir abaixo. Porém, nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, o Arart, orientado pelo português Manuel Tulipa, colocou o pé a fundo no acelerador. Serobyan ameaçou e, pouco depois, Muradyan confirmou o 1-1 (42').

Na entrada para o segundo tempo, o Torreense parecia disposto a escalar uma montanha muito complicado, jogando com menos um elemento do que o campeão arménio. O emblema da Liga Portugal 2 criou logo duas ocasiões de real perigo para a baliza defendida por João Bravim: primeiro, Dany Jean falhou o desvio a cruzamento de Drammeh e, logo a seguir, João Marques, com um cabeceamento improvável, por pouco não colocou o conjunto de Torres Vedras novamente na frente do marcador.

Contudo, foi novamente na baliza de Lucas Paes que a bola entrou. O internacional moçambicano Bruno Wilson, de cabeça, não deu hipóteses ao guarda-redes brasileiro da formação portuguesa (58'). Apesar da reviravolta, a formação arménia não tirou o pé do acelerador e, em sentido inverso, o Torreense, embora com menos um, não tinha outro remédio se não continuar a forçar o empate.

Num jogo muito aberto, o Ararat parecia aproximar-se do 3-1. Porém, numa bola longa que o português Hugo Oliveira, comandado por Manuel Tulipa, não conseguiu controlar, acabou por permitir a um homem do Oeste português ficar isolado. João Bravim saiu dos postes e derrubou-o, acabando expulso (76').

Com a igualdade numérica restabelecida e um novo guardião em campo, Javi Vázquez encheu o pé e, de livre direto, fez estremecer a baliza, num remate que mais parecia um tiro a embater com estrondo na barra. Mais tarde, aos 90+3', avançou até à área e cabeceou de forma perfeita, fazendo o 2-2 e relançando o desafio.

A capa de herói, que no primeiro quarto de hora parecia pertencer a Aguirre, serviu na perfeição a Musa Drammeh, que, aos 9+5', garantiu ao Torreense a segunda vitória europeia da história do clube e a primeira no currículo de João Nuno. O sonho do apuramento continua vivo, com o Torreense a terminar a primeira metade da fase regular da Liga Europa em posição de acesso aos 16 avos de final.

O Ararat, por outro lado, segue no último posto, sem ter somado qualquer ponto.

Redação Digital
Por Redação Digitalhá 3 horas • 5 Novembro 2026, 22:16